Arquivo | dezembro, 2012

E olha quem tá aqui de novo: o final do ano.

18 dez

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Chegou o final do ano! Aplausos. A época maaaaiiss feliz de todas as épocas. A época em que a cidade fica toda linda, iluminada e natalina, a época em que as pessoas ficam mais solícitas, amáveis e verdadeiras. Época que o mundo parece que vai tomar jeito e o próximo ano vai ser melhor. Dias em que as emoções ficam à flor da pele. Somando isso a TPM então… show de choradeira. Época que passam filmes natalinos na TV. É tanto amor. Aquela época em que se agradece com “obrigada, um bom ano pra você”. Aquela que a gente conta os dias para acabar o trabalho, para chegarem as comemorações, a festa da firma, os almoços felizes e longos, contamos as horas para tantas coisas. E principalmente para o Natal, o dia mais feliz do ano. Eu não conheço ninguém que goste mais do Natal que eu. Juro. Eu sou completamente débil mental no Natal e ainda acho que o Papai Noel me traz presentes se eu for uma boa menina durante o ano. Acho mesmo, e daí? Se você passasse o Natal na minha casa veria que na minha árvore tem “De Papai Noel – Para Gaby”. Quem pode ter deixado isso lá se não o Papai Noel? Ai, quanta emoção! E a casa lotada de amigos judeus que adotamos nessa data tão solene? É um sucesso. E a gente come e bebe como se não houvesse amanhã. Porque nesse dia pode! E daí uma semana depois do Natal, vem algo mais decisivo ainda: o reveillon. E eu também conheço poucas pessoas que gostem tanto de reveillon como eu. Eu tenho a mais plena certeza de que a maneira que você passa o seu reveillon, é como será o seu ano inteiro. Bêbada, caindo, fazendo papelão e enroscada num bofe sucesso? Brincadeirinha, claro que não assim!. Mas o fato é que a superstição do reveillon se intensifica e eu tenho convicção que se você começa o ano bem, feliz, com pessoas queridas, e de maneira leve, o ano também vai ser assim. Já comprovei isso. Pode acreditar. Por isso a calcinha nova e branca é mais que essencial. E quanto as 7 ondas…. impossível começar o ano sem elas. É um ritual tão sério quanto o de todos os meus outros TOCs. Tem todo o jeitinho de pular só com o pé direito. E não vale ondinha mequetrefe. Tem que ser onda mesmo, daquela que bate na perna e depois te deixa toda melecada.  E os pedidos são sérios também, além dos meus pedidos de miss mundo “saúde, amor e paz mundial” sempre tem algum que envolva a melhora ou cura de alguém, algo relacionado à minha carreira, e é claro “perder 10kgs”. Porque não importa se você tá na fase bucho de dar dó, ou gatinha do verão. Perder 10kgs é sempre bem-vindo.

Mas nem só de coisas boas temos o final do ano, não é mesmo? O fatídico final do ano traz também o trânsito do capeta e os chatos de plantão olhando a decoração da Paulista. Traz a maldita árvore do Ibirapuera. Sim, maldita. Porque ela não serve pra nada a não ser trazer trânsito e gente esquisita no meu caminho diário. Desculpe cidade de São Paulo, mas ela é toda errada. Demora pra inaugurar, a maior parte do tempo fica enfeitada com os mocinhos pendurados, é feia que arde, e não faz sentido algum. Não é a toa que nem sequer chegou perto de ganhar um prêmio de melhores árvores de natal do mundo. Sim porque eu sou demente e acompanho esse tipo de competição. O final do ano é meio pesado também porque tem muita coisa e pouco tempo. A gente vê que mais um ano se passou e não fizemos tanta coisa. De repente você só tem dezembro (que passa praticamente em uma semana) pra resolver tudo o que você não fez durante o ano. Pagar o reveillon, pagar as dívidas, comprar um monte de coisas, dar uma bombada naquele projeto do trabalho, emagrecer pra entrar no biquini, cortar o cabelo, e encontrar todo mundo. Toooodo mundo. Porque parece que o mundo vai acabar. (E fora esse ano específico, nenhum outro ía!). Porque o que surgem de encontrinhos…minha nossa. Se bobear tem todos os dias. E tem uns tããão sem noção. Pra que raios você quer um encontrinho de final de ano se não me viu o ano inteiro? O que vai mudar? E por queeee tanto amigo secreto sendo que muitas vezes o amigo é tão secreto que eu mal sei o nome do jovem que tirei. É muito deselegante.

E com tudo isso chegamos sempre a conclusão de que nada muda no 1º de janeiro. Na real, não muda. Mas eu prefiro acreditar que sim. E é uma delicia pensar tudo isso no final do ano, quando fazemos lista de metas, de sonhos, objetivos. Não tem problema se não cumprir nada daquilo no final do ano, convenhamos, não vamos cumprir. Mas sem neuroses, porque dezembro já ta ai de novo e da pra prometer fazer tudo melhor de novo.

Bom, o balanço do ano eu diria que é favorável. O blog nasceu esse ano. Yay! Muita coisa nasceu esse ano na minha vida. O saldo é mais que positivo. E sinceramente acho que todos são. Vão sempre ter coisas legais, acontecimentos felizes, novas amizades, momentos, viagens, shows, encontros e sensações. Vão ter também frustrações, decepções, grandes perdas. É normal. Faz parte do jogo. A questão é saber lidar da melhor forma com todas elas e tirar o que melhor que puder de cada situação. Com jeito, um toquezinho de limão e muito bom humor. Tudo dá certo e o próximo ano será melhor. Tenho certeza. Tem que ser, só funciona se for. É assim que deve ser.

Por isso a minha lista pro Papai Noel esse ano está mais enxuta e mais simples. Eu só quero momentos mais divertidos, pessoas menos dramáticas, mais dinheiro na minha conta, mais carimbos no passaporte, mais gente em dia com o sexo (isso evita tanto xilique e gente chata…), mais bandas novas, menos mimimi, mais dor de barriga de tanto rir, menos gente louca, mais drinks, menos gordura, mais offline e menos online. Mais amor, por favor gente. Muito mais amor.

Feliz Natal e um reveillon com bastante papelão e gargalhada.

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Um beijo pra você que é retardado nas redes sociais.

10 dez

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Vamos ser realistas, as redes sociais vieram pra ficar. Não tem o que fazer. E se você não aderiu a nenhuma delas, me desculpe, você é um alienígena. Elas surgiram com a melhor das intenções. Para conectar pessoas, para compartilhar pensamentos, textos, vídeos, notícias, fotos, coisas interessantes. Fatos e histórias da nossa vida pessoal, profissional, das questões mundiais, de assuntos polêmicos e até dos mais banais. Elas são facilitadoras para que tudo chegue a todas as pessoas de forma mais rápida e divertida.

Acontece que como tudo nessa vida, tem a parte boa e a ruim. A parte “yay” e a parte “fuéin”. Ao mesmo tempo que as redes sociais acrescentam tanto na vida das pessoas, e tornam pessoas melhores, quase proporcionalmente ela emburrece uma outra parte. E as vezes, com pessoas que são incríveis no mundo offline. Por algum motivo inexplicável elas viram mongoloides no mundo online. Nem Freud explica, nem um psicólogo e nem o cara do TI explica. Ninguém sabe de onde vem essa força maior que deixa as pessoas retardadas virtualmente.

Ah, antes que vocês pensem que eu sou a gente fina da internet, não quero me excluir dessa estatística, não. Não sou hipócrita. Eu tenho muitas redes sociais e não sairia ilesa disso. Devo me enquadrar em alguns padrões de chatos das redes sociais. Não nego. Quem nunca? Mas existem pessoas que exageram, perdem a linha. Não conhecem o equilíbrio. São os famosos  pesados virtuais, os mongos das redes sociais.

Começo pelo facebook. Aqueles que fazem posts diários e monotemáticos. Cara, você não tem outra coisa pra falar? Da uma lida em outros assuntos, sei lá. Na boa, 93% das frases que você posta não são da Clarice e nem do Nietzsche. Que tal pesquisar antes de cagar regra? E aquele monte de indiretas que você tá dando para ex namorado(a), e ex amiga(o)? Está afetando todo o resto da sua lista de amigos, menos eles, sabia? Pois eles certamente estão ocupados com outras coisas. Sendo feliz de repente. E as mamães chatas? Se seu filho for lindo, fique a vontade e esbanje essa beleza. Mas querida, não poste algo que o seu filho fez se não for realmente extraordinário. E de verdade, raramente é. As crianças normalmente evoluem, thank God. Fazem desenhos, engatinham, começam a falar. Todas fazem isso, né? Que bom que o seu também.

E os casais do facebook? Ah, a boa e velha mijada para marcar território. Deixa eu postar aqui que eu o(a) amo todo dia daí não vai aparecer gente querendo roubar. Aham… é o contrário débil. Não entendo namorado que se fala pelo facebook. Vocês não tem tipo o telefone um do outro? E-mail, sei lá. Não tem nenhuma maneira mais intima pra gente não ter que acompanhar a vida amorosa de vocês? Ah… e só posta quando ama, né? Quando briga decide usar o telefone, whatsapp, meios convencionais. Que mania. E o “bora” pra tudo? Bora dormir, bora malhar, bora acordar, bora respirar. Bora ter dor de barriga? Ou quebrar um dente? Ou bora parar de falar bora? Não né? Isso você não quer! E os check ins a todo instante? Gente, eu não quero saber onde você está em todos os momentos. Se eu quisesse eu te ligaria perguntando tá? Existe um limite e um bom senso para se dar check in “with 789 others”. Por que você só da check in em lugar bacana? Ninguém da check in quando chega na Boraceia né? Só quando tá no Fasano do Rio, espertinhos. E quanto as suas milhões de frases de impacto… raramente impactam viu?! Just saying… Ah! Não adianta mudar a sua foto do profile todos os dias. Se você é feiosa, isso não vai mudar e você não vai virar fotogênica de um dia pro outro. #ficadica. Aliás, hashtags não funcionam no facebook, anta! Pode parar de usar! E pode ter certeza que tô passando o mesmo calor desgraçado que você, não precisa dar print screen da temperatura do Senegal que está hoje em SP. E a história que “o Rio de Janeiro continua lindo” todo mundo já entendeu. Isso é uma música e não o sobrenome da cidade. E se tudo que você fala, no final você usa, só que ao contrário, por que já não falou na ordem certa desde o início? Pra que confundir gente? Ah… e uma dica de brother. Se você só posta coisas de autoajuda eu acho que você precisa realmente tratar disso na terapia. Pode piorar.

E vamos ao instagram. A rede social do momento. Aquela que as pessoas se contorcem nos restaurantes para tirar boas fotos dos pratos. Aquela que todo mundo é fotógrafo e artista. Aquela que uma caneta bic num fundo bege é arte valiosa. Primeiramente eu acho que deveria existir uma política de boa conduta no instagram. Com limite de fotos que podem ser postadas por dia. E limite de temas. Eu já entendi que você está em tal festa. Não precisa postar uma foto sua com cada convidado. Eu devo ter eles também no meu instagram e vou ver que eles também estão nesse fervo. E vamos maneirar nas hashtags pessoal? Elas servem muito brilhantemente para reunir fotos com o mesmo tema caso você precise buscar em algum momento. Mas eu garanto que ninguém vai buscar #hoje #acordei #escovei #os #dentes #e #fui #trabalhar #instaaputaqueopariu. Assimila! E a não ser que sua foto seja realmente incrível naturalmente, não precisa me dizer que é #nofilter. Mas é óbvio que está sem filtro, colega. Ninguém nunca achou que sua foto xexelenta tinha filtro! E gente, dono de cachorro é tipo mãe, sempre acha o seu lindo. Eu acho a minha mais linda do mundo mesmo ela sendo prognata. Mas tem limite postar toda hora né? Ah! Sabia que eu também faço as unhas toda semana? Realmente não me interessa muito a cor do seu esmalte. E o look do dia Brasil?? Com raras exceções o look do dia com foto do elevador é tãããão pobre. Não me importa o que a pessoa está vestindo. Se ela não tem um espelho de corpo inteiro em casa, não vem me convencer que seu look é bacana! E você faz isso todo dia? É sério isso? Seu porteiro não te zoa na câmera do elevador?

A mensagem principal disso aqui é simples: Use as redes sociais com moderação. Com equilíbrio e bom senso. Elas podem ser muito mais divertidas e úteis. Vamos usar as redes sociais como elas merecem. O instagram é pra foto! Simples assim. Escrever uma frase num notepad e tirar foto é roubar no jogo. Quer emitir uma opinião, vá pro face ou twitter.

E as fotos que estão lá podem sim ser diversas. Nem todo mundo tem que ser artista. Tudo bem postar foto abraçada com as amigas ou do cachorro ou de um por do sol paradisíaco. A questão é maneira que você usa e maneira que enche o saco dos seus coleguinhas do outro lado da tela.

Enfim, eu poderia passar muitas horas aqui falando das mongolices internéticas. Mas preciso checar meus e-mails e dar uma olhada no meu instagram pra ver o que tem de novo! E me preparar pro fim de semana “seu lindo” que está chegando. #beijokas

Assimila: eles preferem as chatas.

3 dez

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Senhoras e senhores, um fato: os homens preferem as chatas. É isso mesmo. Não fique chateada nem tente contestar. Não fique inconformada se você a vida toda lutou para ser a legalzona. Eu também fiz isso, mas tive que aceitar essa verdade. Eles gostam das chatas. E não das chatinhas, das chatas de verdade, chatas bagarai. Mas calma. Graças a Deus, aos astros ou à deusa da simpatia, não são todos assim. Eu juro. Alguns ainda não suportam as chatas e fazem questão das legais (um beijo namorado!) e por isso ainda há esperança. Mas esse é um texto pros outros. Os que amam as chatas, essa espécie esquisita que nos intriga.

Eu e minhas amigas chegamos a essa constatação há pouco tempo.  Analisando alguns relacionamentos ao redor. Analisando os nossos, inclusive. Analisando as histórias de amigos próximos ou de pessoas que conhecemos só de vista. O fato é que todo mundo conhece um relacionamento (seja qual for, casamento, namoro, romance, peguete) em que a mulher é uma pesada sem fim e o cara continua com ela. Apaixonado inclusive algumas vezes. E levantamos algumas possibilidades mas sem muito sucesso no real motivo. Afinal é difícil entender que um cara legal, bonito e bem sucedido, escolha por livre e espontânea vontade, estar perto de uma chata de galocha. É incompreensível que eles aceitem aquelas que ligam 24 horas por dia e querem saber onde o cara está a todo instante. Tem umas que pedem até share location, veja só. É sério. Tem as que pedem buzina pra ver se estão no carro mesmo, ou que aumentem o volume do video game pra ver de fato estão jogando. Tem aquelas que ligam durante o futebol na quarta-feira. Que competem com futebol! Quem faz isso gente? É uma competição tão imbecil como eles nos pedirem atenção em plena Sephora, ou em final de temporada de Greys Anatomy. É desleal. Por algum motivo obscuro eles gostam daquelas que não admitem uma sexta-feira com amigos, daquelas que grudam neles tipo Garnier Fructis na raiz do cabelo. Aquele tipo de mulher chata que rouba o celular e fuça em tudo. Aquela que acha todos os amigos do namorado infantis e todas as mulheres do mundo vadias. Daquelas que se o cara não responde mensagem na hora, acham que ele está transando. Não importa o horário, a situação. Se ele não atendeu ele está traindo, tá transando, é fato. É tudo óbvio nessas mentes doentias. E eles acham justo ainda ter que explicar esse terrível ocorrido! Não atendeu porque estava no silencioso, ou porque estava em reunião, fazendo cocô, sei lá! Não tem que dar tanta explicação, certo? Mas eles dão… porque eles estão acostumados com as chatas. Eles se sentem obrigados a isso.

E fica aquela eterna dúvida. Por que? Por que aceitam isso? Por que não se soltam (livram!) delas? One million dolar question, valeeendo… Tenho várias hipóteses. Amarração espiritual, culpa de uma outra vida, religião, trabalho bem feito, compromisso com a infelicidade, algum assunto mal resolvido com a mãe, medo de errar, perereca de ouro, sogro milionário. Sei lá. Esses caras deviam ter terapia gratuita, porque serviriam como um estudo para a humanidade. Deve ter algo que explique. Algo laaaaa dentro, bem dentro. Não é possível.

E a gente tem alguma esperança e sempre acredita que depois de algum episódio, um xilique da crazy, ele vai finalmente se irritar. Ele vai encontrar a luz, eles vão terminar! ELE vai dar um pé, ELE vai terminar. Mas não termina. Todo mundo faz papel de tonto dizendo que o cara merece mais, que não precisa ser assim. Mas ele gosta. Essa é a verdade. O babaca gosta de ordem, de ser mal tratado, de aguentar a mala, de ser segurado no cabresto. Mas é tão bonito, tão bom menino, baita bom partido. Tão bacana, gente fina, ele é um nota 8 e ela uma nota 5 de beleza. Mas não tem jeito. É uma doença sem cura. Então ta. É o que temos pra hoje. Assimila. Eles gostam das chatas. Segue o jogo. E não se preocupe tanto. Os que apreciam e fazem questão das legais estão por aí. De verdade. São poucos, mas estão por aí! Boa sorte.