Archive | junho, 2013

Fica, vai ter bolo.

24 jun

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Em um dos jantares de rotina com as minhas amigas estávamos lembrando da quantidade de barbaridade que já fizemos durante esses anos que nos conhecemos (somos amigas de infância, deu tempo de acontecer MUITA coisa até hoje, believe me, MUITA). E lembrando de muitos fatos e em meio a muitas gargalhadas começamos a nos lembrar dos bolos que já levamos. Fora mesmo. Balão, perdido, pé na bunda, sabe? Aquele que a gente adora dar e detesta levar. Aquele que pode transformar em segundos um cara do grande amor da sua vida, pro grande trauma e inferno da sua existência.

Como somos em muitas, e algumas mais zicadas que as outras (o/), são muitos os exemplos. Não caberia a mim dizer os melhores, mas selecionei aqui alguns dos bons para dividir. Não darei nome aos bois, nem as vacas. Mas garanto que tudo aqui são histórias verídicas e inacreditáveis. Tem minha aí mas não vou contar qual. Lero lero.

** Eles saíram e estava tudo indo bem. Era setembro. Parecia um date e parecia que tudo estava no caminho certo. No final do date eles comentam sobre o Terça Insana, aquela comédia que tinha há uns anos atrás, as terças e era incrível. Os dois adoram isso e obviamente pensam em ir juntos. Ela comenta que a nova temporada só volta em março e ele com toda falta de noção do planeta diz: Então tá, a gente se fala em março. “OI? Jovem, estamos em setembro, março é daqui meio ano. Você ta de brincadeira?” Ela pensa. Mas não diz nada, sorri apenas e diz: “Ok, nos falamos em março.” Ele coloca ela num taxi (não tem a pachorra de levá-la pra casa). E eles não se falam até março. Eu juro.

** Eles vinham se falando há um tempo e era nítido que aquilo ali não era mais uma amizade. Eis que resolvem marcar um date. Tudo bonitinho, ele convidou, ela fez charminho e aceitou, ele quis ir direto do trabalho mas ela quis ir arrumadinha e pediu para ele buscá-la em casa. Tudo ótimo. Era quarta-feira e ficou marcado para quinta. Ela estava com a unha descascada e ninguém em sã consciência sai num date com a unha descascada, certo? Certo! Então ela marca a unha para quinta as 8:00 da manhã, já que ela trabalha o dia todo. O cabelereiro que abria a essa hora (porque a grande maioria não abre), era novo e estava com uma promoção de hidratação. “Opa, vou ficar mais gata e hidratada ainda.” E ela faz hidratação e feliz da vida está secando o cabelo quando chega uma mensagem dele, as 9:00. “Nossa, tá na minha mesmo, logo cedo me procurando? No dia do date? Vai garota!”. Era ele desmarcando o encontro, com uma desculpinha esfarrapada e a maior cara de pau. Ela nem deixa o cabelereiro terminar, sai com um lado do cabelo liso e hidratado, e o outro todo cagado. Tamanha decepção.

** Essa é campeã, na minha opinião. Eles estavam meio ficando e como estariam de férias na Europa na mesma época, resolveram fazer uma parte da viagem juntos. Fariam três países: Suíça, Romênia e Bélgica. Num puta frio que é janeiro nesses países, além de beber vinho só me vem em mente uma coisa a se fazer numa viagem dessas… e considerando que estariam no mesmo quarto, e dormindo na mesma cama, acho que ficou claro o que seria. Tudo combinado, tudo pago. Ele foi antes dela pois ficaria alguns dias na casa de um amigo. Ela ía para Londres por uma semana antes da viagem deles, e um dia antes de ir para Londres manda um e-mail para checar se estava tudo certo para se encontrarem em Lyon. Eis que ele responde com a seguinte frase (e com a maior falta de noção que já existiu): “Tudo certo sim! Nos encontramos lá. Ah! Não sei se te falei, to namorando, minha namorada vai fazer uma parte da viagem com a gente, tá?” “Oiiii? Você tá o que? Sua namorada, o que? E ela vai dormir aonde? Entre nós 2 na cama? Você não achou de bom tom me comentar isso antes de viajarmos? WTF?” Ela pensou. Mas muito educadamente disse que ele é um boçal e que não fazia sentido aquela viagem, e ela cancelou e ficou em Londres, totalmente inconformada.

** Eles combinaram de sair e estava marcado para aquele dia, quinta-feira, dia internacional do date sem compromisso. Se falaram a tarde e estava tudo certo. Ela saiu mais cedo da aula, se trocou e esperou, linda, cheirosa a maquiada. Sentada na cama. 21:00, 21:30, 22:00. Ok, aconteceu alguma coisa. Ela liga, algumas (doze) vezes. E ele retorna as 22:30 falando baixo. “Oi, to aqui na casa do meu chefe, tive que vir jantar aqui, sorry, não tinha como negar, depois te ligo”. Avisar, pra que né? Ela tava planejando mesmo jantar em casa como os pais, no melhor modelito que tem, toda depilada, cheirosa e chique. Era isso mesmo. 

** Eles tinham terminado o namoro há pouco tempo. Ainda se falavam bastante e marcaram de sair para matarem a saudade e conversarem. Traduzindo: iriam transar. O bom e velho remember de ex namorados. Estava tudo certo e marcado e ele a buscaria em casa, numa sexta feira, com direito a jantar e dormir de conchinha sem compromisso. Os pais dela estavam viajando, estava tudo perfeito. Agora, qual a ÚNICA probabilidade de não rolar algo nessa situação? Só se… sei lá, ele estiver com algum problema no “amiguinho” dele né? Pois bem. Nesse dia, no futebol, ele levou uma bolada no saco tão violenta que ele ficou tri-ball. Estava de cama, tomando remédio e não podia se movimentar. Que tal?

Caros homens leitores: qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Se você leu um desses casos aqui e ficou vermelho porque se identificou… Não se preocupe, esse texto não é sobre você. E que fique de conselho, para todos, por experiência própria, por histórias de amigas, e por saber o resultado: a não ser que algum ente querido da família, ou você mesmo tenha morrido, nunca desmarque um date.

Essa tal de geração Y.

17 jun

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Eu cheguei à uma triste conclusão recentemente: tenho medo de ter filhos nesse mundo. Não só pela violência, pelo governo surreal, sem entrar nos méritos dos atuais acontecimentos em São Paulo, mas pelo que tem se tornado a juventude. Uma geração de adolescentes preguiçosos, de gente esquisita, vazia, de relações onlines e frias e isso só tende a piorar.

Essa geração Y ou Millenium, que compreende os nascidos nos anos 80 e 90 é bem complexa e eu tenho um pouco de raivinha de fazer parte dela. Aliás, eu não acho que faço parte dela (na minha mente paralela obviamente, pois minha certidão de nascimento comprova que sim!). Que coisa chata essa tal geração. Eu não sou isso aí porcaria nenhuma. Eu escrevo tudo num caderno com papel e caneta. Não ando com meu ipad por todo canto. Aliás, tenho bode de quem anda. Como guarda no bolso? E escrevem tudo no note? Essa geração sabe escrever aliás? Eles tem letra de mão? Eu não faço 15 coisas ao mesmo tempo. Eu faço uma com atenção. Eu não tenho relacionamentos virtuais como esses tal milleniuns têm. Tenho vida off-line. Tenho relacionamentos reais, eu de fato me encontro com pessoas. A gente se encosta. Eles fazem o que? Vão transar com USB? Eu não vejo minhas redes sociais como terapias para me deixarem mais segura e me fazerem alguém mais legal. A quantidade de likes que recebo não é o grau da minha felicidade. Eu não digo aonde estou a cada minuto e nem finjo uma felicidade quando no fundo quero me matar. Eu não largo as coisas no meio sem ter o algo melhor em vista ou sem ao menos saber o motivo pra isso.

Recentemente ouvi um dado interessante da agência de publicidade do Blackberry (que Deus o tenha). O Blackberry virou modinha entre adolescentes na escola e o limite de contatos no BBM (Blackberry Messenger) era de 1.000 contatos. E devido à demanda do Brasil, tiveram que aumentar o limite pra 2.000 contatos. Dá pra acreditar? Essa geração é doente por acumular número de amigos nos lugares. Você realmente acha que crianças de 15 anos conhecem mais de 2.000 pessoas intimamente pra precisarem falar no comunicador do celular? Perá lá gente, nem a Kate Middleton tem essa quantidade de conhecidos. Isso aconteceu também no MSN que tinha limite de contatos, com o whatsapp que tinha limite para pessoas nos grupos e o facebook em breve vai sofrer isso com seu limite de “apenas” 5.000 amiguinhos.

Eu já vi “reuniões” e encontros de adolescentes em que eles não se falam pois está cada um no seu mundo virtual. Já vi jantares super baixo astral que quando divulgados pareciam o mais imperdível dos eventos. Já vi um bebê virando página de revista achando que era ipad, amassando o papel no meio e dizendo para a mãe que “quebrou” já que ele não conseguia aumentar a imagem e nem apertar nenhum botão da página impressa. Deu vontade de dar com a revista na cabeça dele! Esse final de semana uma menina de 7 anos me ensinou a usar algo no meu celular que eu não tinha ideia da existência! E ela deixou de brincar lá fora pra ficar fazendo isso.

Eu acho que mais uma vez as pessoas usam algo bom (incrível!) de maneira errada. É simplesmente brilhante a quantidade e a velocidade de informações que essa geração Y tem hoje em dia. E podemos sim ser considerados a geração mais preguiçosa dos últimos tempos, mas somos também os mais bem informados, os mais rápidos e empreendedores. E é preciso usar isso pro bem, e só pro bem. Cada vez mais podemos estar perto de pessoas dos mais diferentes tipos e lugares, podemos ter trocas riquíssimas de informações, experiências e sensações que só existem devido a essas trocas. Isso nos faz pessoas melhores e mais admiráveis.

Podemos sim usar o mundo online pra nos conectar, nos informar e nos completar. Mas precisamos “offlinizar” essas experiências para de fato estarmos completos. Fazer as coisas “saírem do papel” e “saírem das telas”. Vamos viver a beleza das relações reais, dos abraços, do cheiro da luta por ideias. Vamos viver mais por nós e menos por mim. Vamos juntos construir coisas ao invés do cada um por si. Alô geração Millenium, saiam do mundinho Me Me Me e vamos pro Us Us Us. Hoje temos o maior exemplo disso, uma manifestação pra melhorar o país, com mais de 200mil pessoas confirmadas no facebook. Uma geração que aparentemente não luta por nada, não reivindica nada e está acomodada. Uma geração que hoje, vai pra rua, por direitos, por educação, por respeito pelo fim da palhaçada da corrupção. Eu acabei de ser liberada do trabalho devido a isso. Não me parece algo pequeno que está acontecendo. E aí geração Y? Vamos pra rua?!

Solteira sim. E daí?

10 jun

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Chegou a semana mais complexa e esperada do ano. Muito feliz para algumas mulheres e ao mesmo tempo, tenebrosa para várias outras. A semana do Dia dos Namorados. Não importa se você tem um namorado boçal ou um legalzão. Nessa semana se fica feliz por osmose se de fato se tem um namorado. E as que não têm, por mais que neguem, por mais bem resolvidas que sejam, acabam ficando tristinhas, ou no mínimo incomodadas.

Eu já passei pelos dois casos, e nesse ano me encaixo no segundo grupo. Das sem namorado (1 minuto de silêncio). Meu namoro acabou no começo do ano e desde então estou nesse cluster de solteiras que é praticamente uma doença na nossa sociedade. É impressionante como somos cobradas por isso. Sei lá, parece que se você não namora, você não é boa o suficiente, não ganha créditos. Parece que as pessoas tem dó. Alguém vem conversar com você, daí você diz que tem trabalhado muito, foi promovida, viajou pra um lugar incrível e tudo mais. Aí vem a fatídica pergunta “E os namorados?”. E você pensa “Ah sei lá, só tem viado” ou “Ah, no momento prefiro ficar sozinha do que andar desfilando com um idiota só pelo título”, mas você responde “Ah, to tranquila, não estou com ninguém agora”. Pronto, automaticamente é formada aquela cara de dó, de coitadinha, de que você está com uma doença terminal. Basicamente tudo o que você falou antes foi invalidado e agora o foco é como uma pessoa tão sensacional como você pode estar sozinha.

Algumas pessoas já bolam planos imediatamente. Do tipo, “Tá sozinha? Jura? Tenho uma pessoa ótima pra te apresentar.” Nossa, mas me conta mais sobre essa pessoa interessantíssima que eu não tenho a menor vontade de conhecer. As pessoas acham que tem alguém pra apresentar porque temos muito em comum com o fato de estarmos ambos solteiros! Isso deve dizer muito sobre nós, afinal. Não perguntam que tipo de pessoa você gosta, quais seus interesses, hobbies, planos. Basta estarem solteiros que vocês foram feitos um pro outro. Alma gêmea. Ou então vem com aquela “Você podia namorar com meu filho, ele é bom partido, legal e bonito”. Bom querida, se você que é mãe, não achar isso né? Fica complicado. Ou vem aquelas pessoas que automaticamente te tornam numa adolescente mongol “Ah, mas é gostoso se jogar na balada né? Ficar bêbada, quebrar tudo, não se apegar a nada, estar com as amiguinhas.” Só falta fazer voz de criança pra você de fato parecer uma completa débil mental. E tem também os inconformados “Mas como você com quase 30, linda, trabalhadora, simpática pode estar solteira?”. Bom, você parece minha avó falando, mas se você que é tão retardada namora, algo de bom está guardado pra mim. Amém.

Gente, tudo bem não estar namorando. Confia em mim. Não é uma doença. A gente namora, termina, volta, fica um tempo sozinha, é natural. Não me veja como uma pessoa triste e doente. Não tenha dó, porque isso não é digno de se ter esse sentimento. Pelo contrário, estou feliz, bem resolvida, fazendo um monte de coisas legais, conhecendo gente bacana (e outras nem tanto). E outra, tem tanta gente que namora só para contar para os outros… Só porque é bonito ou para divulgar o amor nas redes sociais. Tem tanto casal que nem se encosta e se mata quando estão sozinhos e na frente dos outros são o casal exemplo. Tem cara que não comparece, tem mulher que trai, tem casal por aparência, tem casal arranjado, e tem os mega felizes e apaixonados também. Tem muita falsidade nesse mundo, mas tem muito relacionamento de verdade. Tem muito amor. Tem de tudo, gente.

Eu não sou nenhuma líder de grupo feminista, não sou contra homens, longe disso. Também não pretendo ficar sozinha nem ser tia solteirona. Eu adoro namorar e sou muito dedicada quando estou realmente apaixonada. Mas o fato de não estar com ninguém não me faz uma pessoa sozinha ou menos especial. É uma escolha e que tem um prazo para se acabar. No momento em que eu (e somente eu!) achar que vale a pena. E de fato, ele pode estar em qualquer lugar e onde menos se espera.

Então o que eu realmente espero, é que todas as pessoas (todas mesmo, sem exceção), aproveitem esse dia dos namorados da melhor maneira possível. Com seus namorados ou maridos, com as amigas na balada, em casa, de pijama assistindo Diário de uma paixão e enfiando a cara no pote de Haggen Daz. Não importa. Mas que as pessoas tenham consciência de que aquilo é uma escolha, para o momento e não é decisivo. E que há um monte de gente legal por aí e o mundo não vai acabar se você não estiver acompanhada nesse dia dos namorados. Viva mais a vida por você e menos pelos outros. A felicidade é você quem faz. E é um estado de espírito e não um status do facebook.

A síndrome do controle remoto.

3 jun

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Conversando com uma amiga recentemente, chegamos à conclusão de uma nova crise que vem assombrando as pessoas ao nosso redor. Talvez um mal da nossa geração. Uma síndrome que aparentemente não tem muita solução. É o que denominamos de síndrome do controle remoto. Não sei se vai fazer muito sentido contando, mas acredito que sim. Você já deve ter tido essa sensação.

Um exemplo: Você está assistindo TV com seu irmão, curtindo pra caramba, é a final do American Idol e pode ser que o candidato country coitadinho não ganhe. Maior tensão, recorde de audiência. Ele muda de canal. Do nada. Você pergunta se ele não estava gostando do programa. E ele estava, os dois estavam. Mas ele acha que pode ter coisa melhor passando em outro canal. E mesmo sabendo que estará perdendo algo muito incrível naquele canal, ele muda. No maior tiro no escuro. Sem saber no que vai dar. Sem segurança alguma de que de fato há algo melhor em outro canal. E tem tanta gente levando a vida assim, é impressionante. Mudando de canal sem nenhuma certeza. Só por mudar.

Uma amiga minha cuida dos 5 melhores programas de estagio do Brasil e 30% dos candidatos largam antes de concluir o processo. Por que? Porque acham que podem ser mais felizes em outro lugar. E a gente sempre pode, é obvio. Mas pode não ser também e as pessoas preferem correr o risco a apostar no que realmente já está bom e as fazem felizes. Porque nunca vão saber se não concluírem nada. Se não apostarem de verdade.

Tem gente que larga empregos incríveis porque acham que o outro pode ser melhor. Tem relacionamentos que terminam porque um dos dois acredita piamente que o mundo pode oferecer mais felicidade do que ele tinha anteriormente. E pode? Acho que sim! Mas pode ser que não. Quem pode saber disso? De verdade, não sou avessa a mudanças, pelo contrário, acho mais que a gente tem que se jogar nas novidades que aparecem, mesmo nas incertas. Mas a questão é que hoje as pessoas não trocam mais 6 por meia dúzia, trocam 6 por um pássaro voando. Trocam o certo pelo “vai saber, vamo ver no que vai dar”.

Um ideal de que se pode sempre ter MUITA felicidade e que aquela felicidade é plena, pode não ser o bastante e vão largando tudo mesmo estando muito perto da conclusão. Tem uma frase incrível do Thomas Edison que diz: “Many of life’s failures are people who did not realize how close they were to success when they gave up.”

É muito isso. Essa geração está numa loucura de uma ânsia pela liberdade e felicidade que tem desistido do sucesso mesmo tão perto dele porque parece que o custo de mudança é tão baixo e tudo é tão fácil e superficial… Largam um emprego sem nada na mão, trocam um relacionamento firme por uma ilusão de mais amor e felicidade, trocam de canal sem a menor ideia do que pode estar passando. Mas cara, a vida passa, e olhar pra trás e ver que não se construiu nada, só um monte de “quases” é muito triste. É a certeza de ter uma vida quase feliz. Essa síndrome não nos deixa perceber isso.

E sendo bem franca, poucas coisas podem ser tão aprisionadoras como essa busca incessante pela liberdade. E afinal, que liberdade é essa? Depois dos nossos 18 anos, ser livre pode ser tão ilusório. Não somos assim tão livres por uma série de razões… Nascemos e morreremos em relação com os outros. E prestamos contas sim do que fazemos porque a vida adulta é cheia de obrigações. Seja no trabalho, na família, na família que um dia sonhamos em construir, com os amigos, num relacionamento. This is real life, para o que há de bom e de ruim.

E pra certas mudanças, o arrependimento pode ser resolvido com um toque do controle remoto mesmo e o Simon estará lá te esperando, no júri, no canal que você estava. Mas outras, será que não valeria um pouquinho mais de cuidado e reflexão? Será que não vale pensar direito antes de zapear por todos os milhões de canais que a Net pode oferecer? O que fazer com tanta opção? Dizem que pra toda porta que se fecha, uma janela se abre. Mas o que você pretende fazer com ela? Se jogar? Voar? Testar a gravidade? Pense nisso. E cuide do seu controle remoto.