Archive | julho, 2013

Os bonzinhos ainda existem. Oremos.

29 jul

Imagem

 

Há esperança. Juro. Isso não é nenhum tipo de macumba ou simpatia. Os caras bonzinhos ainda existem. É sério. Por mais inacreditável. que seja, por mais irônico que pareça, eles existem. Eu posso garantir. E não são os bonzinhos coxas, que dá vontade de socar de tanto bode que a gente fica e de tão paspalhos que são. Também não aquele bonzinho retardado que parece um urso de pelúcia de macacão rosa bebê. Tô falando de cara bonzinho gente fina, bonzinho que faz coisas legais, que tem bom coração, que não é escroto, que não só pensa em te comer, que faz o que você espera (ou o mínimo esperado). Aqueles que se importam, aqueles que pensam longe, fazem planos e são sinceros. Aqueles que respeitam, que fazem questão de você na vida deles, ou simplesmente terminam a frase com “mas e você?”. Sabe esse tipo? Esse tipo de cara que presta? É raro, mas eles estão por aí.

Esse final de semana um amigo veio me contar super triste que acabou o namoro. Estava desolado, de verdade. Dozinha. A namorada acabou com ele, sem o menor aviso prévio, alegando que a distância estava atrapalhando. Distância essa, que sempre existiu. Não é que alguém se mudou de cidade de repente, durante o namoro. Ele estava mal de verdade, mandou flores pra ela com um cartão de chorar lágrimas maiúsculas. E foi lindo. Não se rebaixou, não pediu pra voltar, não fez novela mexicana. Ele apenas agradeceu por tudo o que passaram juntos.  Dá pra ser mais fofo? E ele é desse tipo extinto que falei aí em cima. Gatinho, trabalhador, publicitário, bem sucedido, querido, zero coxinha, partidasso. Eu dei aquele conselho meio masculino/putão que se dá nessas horas “Ah meu, sai pra balada e pega geral. Se joga na pixta!” E ele disse que não quer isso, nunca foi disso e não tem o menor talento pra sair por aí comendo qualquer mulher. Que ele sempre namorou e sempre fez questão disso. Não iria mudar agora. E me perguntou sobre minhas amigas bom partido. Plaft! Tapa na cara. Na minha e na da sociedade.

O fato é: existem muitos desses bonzinhos como esse meu amigo por aí. Pode acreditar. Nem tudo está perdido. E aquele papo de “Homem é tudo igual, nenhum presta!” eu já disse em um outro texto: isso é típico de baranga sem esperança querendo arranjar desculpa. É tipo falar que frio é psicológico… Tá, e vai morrer de psicológico ou vai se agasalhar? Vai morrer solteira? Não né? Ninguém quer isso. Quem fala que quer, tá mentindo.

Bom, eu particularmente já tive o prazer de me envolver com alguns desses caras que valem a pena, esses bonzinhos. Mas por algum problema psicológico, algumas vezes eu acabei deixando passar. Ou inventei algum atributo na pessoa que a caracterizava como não o suficiente. Sendo que ele era mais que suficiente. Eu é que era uma idiota de não perceber isso e de ir atrás dos que me deixavam como ultima prioridade. Mas um dia a gente aprende… de verdade. E quando menos se espera as coisas voltam a fazer sentido. Confia em mim.

Acho que a melhor lição é saber entender o que a gente precisa naquele determinado momento. Tem épocas, que realmente a gente não tá nem aí. Não quer se envolver, está tranquila, tem outras prioridades e o combo “amigas, família e trabalho” acaba bastando. Mas normalmente, sabemos que não é bem assim e o que a gente quer mesmo é um cara legal. Um bonzinho legal. Não desses que grudam, melam, e fazem tudo que é previsível e foram criados pela avó. Mas desses tão bonzinhos que você se apaixona só de conversar. Porque ele é boa pessoa, porque ele é bom filho, porque é bom amigo, companheiro e romântico na medida certa. Ele é um pouco daquele checklist que você idealizou, e o principal, ele te faz bem, te trata bem e te quer por perto. E isso minha amiga, já mais que meio caminho andado. É ida e volta já!

Portanto, comece a reparar. Veja se de fato esse bonzinho não está por aí e você que tá dando mole atrás dos bestões que não querem nada com nada. Se importe com tudo que de fato é importante: sentimento, química, atração, admiração e tudo aquilo que faz valer a pena. Mas veja se tudo isso não tá aí, bem perto, num bonzinho mais próximo. Boa sorte!

Manual do bom convívio em elevadores.

22 jul

Imagem

 

Certo dia entrei no elevador do meu prédio e tinha uma senhora coreana, uma moradora. Não tenho ideia em que andar ela mora. No meu bairro tem um monte de coreano, no meu prédio também, vários bem queridos, mas eu nunca sei quem é quem e de que andar eles são. Só quando erro meu andar e dou de cara uma hall cheio de sapatos e um cheiro forte de comida. Percebo que não é o meu. Anyways, esse dia eu dei de cara com alguma delas. Era logo cedo. Já percebi alguns comportamentos dessas senhoras coreanas do meu bairro. De duas, uma, ou elas não cumprimentam, ou ficam falando com alguém que esteja junto, em coreano, o que impossibilita minha interação. Dessa vez só tinha ela e ela resolveu conversar.

– Oi, bom dia. Você, Gabriela né? 12 andar?

– Sim, sou eu. (Por que raios ela sabe meu nome e eu nem sabia que ela morava no meu prédio?!)

– Você, casada?

– Não, não. (Ai, começou…)

– Ahhh, mora com pais, né?

– Moro sim. (Que te importa?)

– Ahh, mas vai casar né?

– Vou, um dia sim. Sem dúvidas. (Oi vó, você mudou de Floripa pra Coreia e pra São Paulo?)

– Ahh, mas namora né?

– Não, no momento não. (Será que o elevador quebrou?)

– Ahh não? Como não? Nossa!! (Cara de muito espanto, como se eu tivesse falado que as Coreias deviam entrar em guerra novamente).

– Chegou o elevador. Tchau. (E ela me olhando com aqueles olhinhos puxados arregalados).

Bom, vamos lá. Sem nem entrar no mérito do assunto que a senhora levantou… porque já não faz sentido algum uma pessoa que nem te conhece questionar esse tipo de coisa. A questão aqui é: as pessoas precisam ter noção nas conversas e atitudes de elevador, sabe? Bom senso gente, vamo lá?

Deveria existir algum tipo de manual de elevador. E vir colado ao lado do aviso do “mesmo que encontra-se no andar”. Pelo amor de Deus! Começa pelo fato de chamar o elevador. Alguém pede e sempre tem um otário que grita “elevadooor”, piada tão nova quanto a do pavê. E as pessoas apertam o sinal da seta pra cima e pra baixo. Como se dessa maneira o elevador entendesse misteriosamente pra que direção a pessoa quer ir. Ou então ficam apertando insistentemente o botão. Como se isso fizesse com que ele venha muito mais rápido que o natural. Ou apertar de novo quando alguém já apertou antes. Vai que o elevador pensa “puxa, ela deve estar com pressa mesmo! Vou voar lá pra baixo!”

Não importa se o elevador é do prédio que você mora, do shopping, ou do trabalho. Entre silenciosamente e vá para trás. Para o canto. Não fique parado bem na frente como um imbecil impossibilitando a entrada de qualquer outro coleguinha. Agora, se o elevador já está cheio, sinto muito, aguarde o próximo. Qualquer elevador tem limite de pessoas e esse limite não é “até lotar e ninguém mais puder respirar”, não se aglomere dentro fazendo com que alguém fique praticamente no seu colo ou te encoxando.

Outro ponto importante: não entre falando ao celular. Não tem por que. A ligação vai cair, não importa a sua operadora. Você vai ficar gritando se a outra pessoa está te ouvindo, vai ter que repetir 80 vezes cada frase e outra, ninguém quer saber dos seus problemas, ou da falta deles.

Desliga e quando sair do elevador retorne a ligação. Não vai morrer porque ficou alguns minutos sem celular. Até o Empire State sobe em 3 minutos os seus 102 andares.

 

Evite constrangimentos. Não fique se amassando se estiver com seu namorado, e não fique falando de coisas pessoais se estiver com a família ou amigos. Não dê brecha para um desconhecido entrar na conversa, porque acredite, ele vai. Mande o bom e velho “bom dia, boa tarde ou boa noite”, e já está de bom tamanho. Nenhum assunto relevante pode ser resolvido em 3 minutos. Então pra que começar? Falar do tempo também é bastante idiota. Se vocês dois, estão naquele mesmo elevador, naquela mesma cidade, bastante provavelmente estão tendo a experiência da mesma sensação térmica e possivelmente terão acesso as notícias em breve para saberem da previsão. Não fique apertando loucamente o botão para a porta fechar. Com uma vez apenas ele funciona. Se não funcionar, assimile, nem tudo dá certo.

Agora, se você estiver sozinho no elevador. Faça o que bem entender. Eu particularmente tenho uma certa vergonha do meu porteiro que me vê na câmera do elevador. Com bastante frequência ele me vê espremendo espinhas, me maquiando, checando a calcinha, checando celulites, fazendo caras e bocas, etc. Aquele espelho e luz é uma afronta à sociedade sabe? Se tá tudo certo ali pode ter certeza que irá arrasar. Não tem tira teima melhor que esse. E confesso que ali, sozinha, não sigo muito nenhum manual de boas maneiras. Mas a questão aqui é que esse pequeno manual que listei acima é de bom convívio, portanto, é necessário mais de uma pessoa no elevador para que ele aconteça. Fique à vontade para fazer o que bem entender quando estiver sozinha.

Estou pensando seriamente em colocar esse texto no mural do meu prédio. De repente faz algum efeito. Alguém pode traduzir pro coreano, por gentileza? 

É tudo culpa da astrologia.

15 jul

Imagem

Quando eu era mais nova, era super ligada nessas coisas de astrologia. Acho que ornava bem com meu estilo hippie. Aquele jeito mal vestido, cabelo até a cintura, acessórios de coco e miçangas, barriga de fora, incenso e astros. Eu sabia bem as características de cada signo, de cor, falava com propriedade. Mas acho que tive um bloqueio mental e hoje em dia não lembro direito nem as coisas do meu próprio signo e esse assunto passou a me irritar um pouco. Eu me confundo muito com essa coisa de signo, ascendente, lua, os elementos de cada um e sei lá o mais o que. Me dá um certo bode ler horóscopo, porque acaba falando coisas óbvias e que todo mundo se identifica. Tipo quando você vai na taróloga: “Você tem um amor mal resolvido e problemas na família”. Ah va. Gente, TODO MUNDO tem um amor mal resolvido e problemas na família. É muito genérico. E dizem que dá azar ler horóscopo vencido. Muito malandros. Não dá azar, é que nada que tá ali aconteceu, então pra eles não passarem de loucos é melhor você não ler… vai que né?  No final das contas acho que tudo é uma grande desculpa pra quando você tem um signo boçal, tipo o meu.

É muito difícil quando você tem o pior signo de todos (na minha opinião): capricórnio. Signo de gente chata basicamente. Sempre ouço que o capricorniano é ambicioso demais, reservado demais, ligados ao dinheiro, trabalhador demais, de poucos amigos, prudente demais, pessimista ao extremo, fatalista e além de tudo “não estão entre os mais felizes do zodíaco, tendem mais à melancolia e ao pessimismo.” Ou seja, gente chata. Eu não sou isso aí não. Sou o total oposto dessas características. E comentei isso com meu professor da Kabbalah de maneira indignada e ele disse que podia ser que o meu signo kabbalistico seja outro completamente diferente, e que eu me identifique mais com ele. Só que não. É capricórnio na Kabbalah também. Valeu Deuses da Astrologia.

Eu sou muito mais sagitário por exemplo. Pessoas intelectuais, honestas, sinceras de grande otimismo, modéstia e bom humor. Tão eu. Ou então o signo da minha mãe e do meu irmão, coincidentemente meu ascendente: virgem. Que normalmente são pessoas sensíveis, observadoras e carinhosas. São também pessoas conservadoras e de uma boa memória. Olha aí que signo legal. Eu sou ultra carinhosa e tenho a melhor memória da história da humanidade. Super eu, virgem!

Eu consigo achar qualidades em todos os signos, menos no meu. E daí é um problema. Porque não posso nem culpar os outros. Por exemplo, começo a sair com um cara de gêmeos. “Ihh, muito indeciso, não vai dar certo. Não sabe se vai ou racha, vou ter bode.” Mas daí penso que o problema é meu, da capricorniana. Que sou decidida demais e posso acabar assustando o moçoilo. Ou então tô super envolvida com alguém de câncer “Ai, muito reservado, tímido e sonhador. Pode ser que fique viajando, sem foco.” Mas não é esse o problema, o problema é meu, de novo, porque eu sou reservada também, e daí eu reservada, ele reservado, vamos ficar cada um no seu mundo e ferrou. Daí eu começo a trabalhar com um chefe que é Libra. Libra é ar, muito aéreo. Eu sou Terra, pé no chão. Complicou. Uma das minhas melhores amigas é escorpiana. Super exigente com tudo. Eu, capricorniana chata, também sou. Briga na certa. Conheço uma pessoa super legal, que é de Leão. Ihh, Leão é fogo né? Sei lá o que significa isso, algo bom não deve ser com o meu que é Terra.

Eu acho tão divertidas essas pessoas que acham que as razões pra tudo o que acontece são os signos. Eu queria ser desse tipo. Que pra analisar qualquer coisa ou qualquer tipo de pessoa inicia a frase com “Mas que signo ele é? Humm… então é isso”. É tão mais fácil jogar a culpa na astrologia. “Ai, não tô bem essa semana. Acho que tô com Saturno na casa 9 (whatever it means…). Ou então “Não gostei dessa pessoa que entrevistei. Ela é de peixes, não vai dar certo”. O melhor de tudo é julgar que tudo que acontece no mundo tem influência dos astros. E eu acredito que tenha mesmo, mas é tão difícil ver tudo isso quando você não se identifica em nada, com nada disso.

Certo dia levei uma bronca de um amigo que dizia que eu não tinha papo de almoço. Amenidades sabe? Então ele disse que eu teria que escolher 1 entre 3 assuntos pra me aprofundar e ter conversas com os coleguinhas: futebol, novela ou horóscopo. Achei que horóscopo era a melhor opção considerando que não assisto novela e nem entendo de futebol. Mas daí pensando em todos esses meus problemas com a astrologia eu acho que acabei não conseguindo seguir muito frente com essa meta. Mas gente, o que importa mesmo afinal de contas, é que o Felix tá arrasando na novela né? E a Valdirene vai se dar bem. Se Deus e os astros quiserem!

Mulheres e futebol.

1 jul

Imagem

E ontem, pra fechar o domingo, o Brasil foi tetra campeão (invicto!) da Copa das Confederações! Yaaayyy!!!  Aplausos!!! Ta, não é novidade pra ninguém e já virou old news, mas foi a maior emoção e eu tinha que comentar sobre isso. Eu não sou das mais viciadas em futebol, mas não precisa ser. Foi nítido o baile que demos na Espanha. E também, nessas horas, na Copa do Mundo e nas Olimpíadas, todo mundo vira entendedor, esportista, viciado, até críticos de curling nos arriscamos (aquele engraçado da vassourinha na pista de patinação!). Em época de decisão de futebol viramos todos brasileiros, de alma, de espírito, de coração. Todo mundo acredita e parece que algo novo se forma ali, em cada partida. Uma esperança de as coisas vão melhorar. É lindo de ver, de verdade. São todos em uma só voz. E quando eu digo todos, são todos. Homens e Mulheres. E daí que começa o problema vez ou outra.

Eu na grande verdade não manjo nada de futebol. Absolutamente nada, apesar de adorar assistir. Eu sempre acho que não estava impedido. Ou que é tiro de meta (adoro essa expressão!). Não entendo as posições, não tenho a mais puta ideia do que seja um centro avante, os laterais (suponho que sejam dois, afinal, direita e esquerda), não sei quem é zagueiro, mas eu sei quem é atacante, artilheiro, quem faz gol, e é isso que me importa. É pra isso que eu assisto futebol e fico chocada quando um jogo termina em 0x0. De verdade, devia ser proibido pela FIFA, pela CBF, pela presidenta, sei lá. E me impressiona como tantos programas conseguem ficar analisando um mesmo jogo que não aconteceu nada demais. Ou que foi 1×0, tipo, teve uma só jogada que nem foi assim tão incrível. Tem mesa redonda, terceiro tempo, esporte sei lá das quantas… Não entendo, juro. Acho aqueles caras que ficam comentando uns esquisitos e totalmente volúveis. Mudam de opinião a cada minuto. Mas, quem sou eu pra falar né? Não entendo nada mesmo. Mal tenho time.  Eu sou palmeirense porque se não for meu pai me deserda. Mas pergunta se eu sei o nome de algum jogador do Palmeiras? Me lembro que o Edmundo (o Animal) jogava lá na época que eu frequentava os estádios… Veja só que recente. Mas de coração eu sou Corinthians. Por que? Porque é legal ué. Todo mundo hoje em dia torce pro Corinthians e qualquer moçoila gatinha e arrumada que se preze adora falar que é corinthiana, sofredora e maloqueira, Graças a Deus! Fora que pra qualquer situação ou em qualquer momento de qualquer conversa você pode soltar um “vai curintia” que tá tudo resolvido! Ou então “porque aqui é curintia” e pronto, crédito totalmente concebido. Fora que, como o próprio esporte diz, em time que tá ganhando não se mexe, então quem sou em pra mexer? Os caras andam ganhando tudo. Sou Timão de Coração! (Desculpa pai, te amo!)

Eu adoro ficar fazendo associações dos jogadores com famosos ou com alguém que eu conheço. Fica mais fácil pra  acompanhar e não me perder. Sempre acho alguma semelhança bizarra com personagens e depois todo mundo concorda comigo. Também adoro narrar os jogos de maneira imbecil, como na copa do mundo, numa substituição da Itália: “Sai um muito gato, entra um beirando a perfeição” ou numa substituição de Camarões: “Sai Vera Verão, entra Sebastian da C&A”. Ou eu fico chateada quando um jogador sensual é expulso, ou perde o pênalti, mesmo sendo do time rival. Poxa, coitado, tão bonito. Não merece isso, sabe?

O fato é que nitidamente eu não entendo nada de futebol, meu negócio é basquete, NBA. Esse sim eu dou a vida e sofro com todo meu coração. E sei (fontes seguras) que entendo muito mais que muito marmanjo por aí. Sei mesmo. Mas ok, basquete é super gringo, pouca gente acompanha de verdade, e estamos no país do futebol. Foco nisso. Mas a questão é, tem MUITA mulher que entende muito de futebol. E tem homens que não aceitam isso. É tão besta! É tão machista. Eu conheço caras que não admitem e não acreditam que mulheres possam entender mais do que eles. E tenho amigas que não só entendem, como jogam muito mais do que vários caras que conheço. E isso é brilhante! Amigos, aceitem, hoje em dia vocês cuidam da casa, cozinham, e nós entendemos de futebol, assimilem! (Quando eu digo “nós”, é claro que me refiro as mulheres que realmente entendem, não eu no caso, mas estou me incluindo pro pensamento fluir melhor e tudo ter mais sentido!).

Mocinhos, parem de nos tratar como café com leite nesse quesito. E parem de fazer aquela cara de “coitadinha, não sabe o que ta falando” durante a partida, porque sabemos sim. Acompanhamos sim e podemos sim ter a mesma paixão que vocês. Tem muita mulher dando show jogando futebol, tem muita bandeirinha arrasando por aí mundo a fora. Tem comentarista mulher em programa de televisão. E tem muita mulher que mesmo sem jogar, entende e tem propriedade pra falar do assunto. De verdade, estamos em 2013, não tem mais essas divisões. É muito antigo isso. Nem cola bem falar que mulher não entende de futebol. Então queridos, aceitem, tá aí mais assunto que sabemos o tanto quanto vocês. São raras as coisas agora que só vocês entendem, e vocês têm que lidar com isso. Por bem ou por mal. Sinto muito. Acabou a hegemonia masculina no futebol. Errrgue o braço o juiz, é fim de jogo.