Os judeus, por uma goy quase judia.

10 fev

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Não é de hoje o meu amor incondicional pela religião judaica. Basicamente, é desde que nasci, pois é desde essa época que meus pais me inseriram nesse mundo. E fui crescendo com eles, aprendendo , convivendo, até namorando com eles e minha admiração só aumenta. Há quem diga que não vai ter jeito, vou ter que me converter um dia. Eu confesso que já pensei algumas (várias) vezes, mas isso envolve muitas coisas que renderiam uns 10 textos em média.

O ponto aqui é que com essa convivência assídua de tantos anos, principalmente com as minhas amigas e amigos de infância, eu fui aprendendo e me dando conta de um monte de coisa sobre o judaísmo. Aprendi coisas lindas sobre a tradição e os valores familiares (que eu acho o mais incrível e admirável de tudo), aprendi sobre o sofrimento e a injustiça que já passaram na guerra e com toda a discriminação até hoje. Fui pra Israel e entendi a energia e o que ele aquele lugar significa e porque ele é digno de tanta briga por espaço. Aprendi que esse estilo de se juntar, e se unir, e as vezes até evitar que “gente de fora” entre, muito mais que uma maneira de manter os valores, é para uma certa proteção e certeza que as coisas não vão se perder. Aprendi a admirar cada uma das tradições e festas, participando das que pude e comendo as comidas que, na minha opinião, são divinas (caem como cimento no estômago, mas são divinas!). Entendi cada detalhe tão especial e pensado da cerimônia e de toda a festa de um casamento judaico. A chupá, a entrada do hazan, as 7 voltas, o vinho, a aliança no indicador, a última semana que os noivos não se falam, a animação da festa, a cadeirinha e tudo mais.

Foram anos de convivência, mais um monte de coisa que eu busco, leio, estudo, mais a Kabbalah e um monte que aprendi sobre a religião judaica e mais especificamente, sobre os judeus. Tem tanta mania e coisas únicas que vale ressaltar algumas aqui. É bem curioso. Se você não é judeu, você é goy. Não importa que religião tenha. Não é discriminação, é uma denominação, é tipo: não brasileiro = gringo. Não judeu = goy. (A mãe de um ex namorado dizia que eu poderia me apresentar como Gabriela Goytchman para os que enchessem o meu saco que eu não era judia!). Judeu não vai ao hospital, vai ao Einstein. Judeu não tem faniquito, tem schpilkes. Muito menos tem aflição ou nojinho, tem nizchguit. Judeu não tem empregada, tem xicse e não é moreno do sol, é schvartz. Judeu não tem mais de uma babá, tem babot (tá, essa eu inventei! Haha). Judeu não tem réveillon, tem Rosh Hashaná, que vem logo após o Iom Kipur, que são 25 horas sem comer. Nem água? Não, nada! E depois tem Sucot. Judeu não deseja Feliz Ano Novo, deseja Shaná Tová. Nem sai de casa mal vestido, sai schleper.

Judeu não vai para Israel, vai para Eretz. Eles não são diferenciados, são o povo escolhido. Não vão ao clube, vão na Hebraica (e não NO Hebraica, como muitos dizem). Ser judeu, não significa que você é da mesma “turma”. Você pode ser sefaradi, askenazi, e dependendo da descendência, pode ser cohen, israel e levi. (Tava pensando que era fácil?). Judeu não tem mãe pentelha, tem idish mame. Judeu não faz encontro de família sexta a noite, faz shabat. Judeu não é intolerante à lactose e vegetariano, é kasher. Judeu não faz reza e fala oi, tchau e paz, fazem a bracha e dizem shalom. Judeu não é celíaco na páscoa, eles respeitam Pessach e portanto não comem fermento nem farinha. Judeu não casa só com judia, mas é que “seria mais fácil e se eu pudesse escolher, prefiro…”. Judeu não agita um casal, faz shiduch. Também não faz boa ação, faz mitzvah. Judeu aprende inglês e hebraico na escola (mas depois percebem que não sabem falar nem uma frase completa chegando em Israel). Judeu não deveria fazer tatuagem porque o corpo é emprestado. Judias não fazem festa de 15 anos, fazem bat-mitzvah aos 12 anos. Judeus não gritam “saúde” eles brindam com Lechaim e dizem Mazal Tov em comemorações.

Dentre tantas outras coisas…

Ah gente, de verdade, tem como não amar esse povo? É tanta particularidade, tanta tradição e palavra difícil que é impossível não se apaixonar. Então fica aqui um pouco do meu aprendizado que resolvi dividir. Bem pouco mesmo, porque tem tanto mais… que eu passaria páginas escrevendo ou horas contando. Perdoem os erros de escrita, dentre as línguas que eu falo, hebraico e idish definitivamente não são parte delas. E se você tem amiguinhos judeus, junte-se comigo na campanha “Adote um judeu no Natal”. Eu garanto que eles vão adorar. Na minha casa é tradição, e tem sempre, mais judeus que goy. É isso. Shabat Shalom. (Ai, hoje não é sexta, é segunda. Damn it.) Bom… shalom. Shavua tov! Fiquem com D’us.

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180 Respostas to “Os judeus, por uma goy quase judia.”

  1. Luiz Carlos Santana 12/02/2014 às 00:14 #

    É claro que vou dar meu pitaco: gostei do teto, bem livre, e nós goy bney anussim, somos assim mesmo cremos que seremos reconhecidos como descendente de descendente. A gente que que ler muito pra aprender um pouquinho, mas no nosso lev (oração) a Tora bate forte, principalmente quando ouvimos e cantamos Haktiva (Esperança – Hino de Israel), e no trabalho que dá aprender a rezar no transliterado Sidur (livro de Rezas). A todos mazal tov, chazak chazak

    • Gabriela Marques 24/02/2014 às 15:59 #

      Oi Luiz;
      Fique à vontade para dar pitacos :)
      Eu imagino como seja esse sentimento que você descreveu, e mesmo não sendo judia me emociono bastante com muita coisa que vejo e participo.
      Mazal Tov.
      Beijos

  2. Sofia 12/02/2014 às 07:34 #

    Adorei, muito bem escrito e ate c um pouco do humor idish.

    • Gabriela Marques 24/02/2014 às 15:57 #

      Oi Sofia;
      Era essa a ideia mesmo! Que bom que gostou.
      Beijos

  3. Paulo Goldberg 12/02/2014 às 11:57 #

    Embora frequente uma Sinagoga Ortodóxa, nunca deixei de admirar os que são adeptos de nossa religião. Tenho o maior respeito por eles e fiquei alegre em saber que você é uma “Goy/Judia”, e que isto só pode servir de estimulo para aqueles que não sabem o que é o judaísmo e gostaria de aprender sobre o tema. Parabens pela redação, e que muitos possam segui-la. Mazal-Tov

    • Gabriela Marques 24/02/2014 às 15:56 #

      Oi Paulo;
      Tomara que sirva de estímulo mesmo! Se depender de mim será!
      Obrigada pelos elogios.
      Mazal Tov!
      Beijos

  4. Mwa 12/02/2014 às 12:30 #

    Lindo texto, Gabriela, de coração aberto. Só não entendi onde Guilhermo Navarro viu “perfeição” (relativa aos judeus) no seu texto…

    • Gabriela Marques 24/02/2014 às 15:23 #

      Olá;
      Obrigada pelas palavras.
      Eu também não entendi sinceramente esse comentário e estou procurando até agora a palavra “perfeição” nele. Hahaha. Vai entender.
      Beijos

  5. Gilson 12/02/2014 às 17:41 #

    Ha ! Adorei a campanha de ser adotado no Natal ! Era uma lástima minha infância …

    • Gabriela Marques 24/02/2014 às 15:22 #

      Oi Gilson, Essa campanha já temos ha muitos anos na minha familia! É demais :)

  6. Arina Alba 13/02/2014 às 14:34 #

    Amei teu texto. Sou uma goya quase judia que mora em Israel há 6 anos, e vive com um namorado judeu há quase 4. Estou no final do processo de conversão e, assim como você, amo o povo judeu. Só uma correçãozinha: o Rosh HaShana é antes do Yom Kipur.

    • Gabriela Marques 24/02/2014 às 15:21 #

      Oi Arina;
      Obrigada!
      Que legal que está se convertendo, boa sorte!
      Sim cometi esse erro mesmo, sem querer. Eu sabia que vinha antes mas me confundi, hehe.
      Beijos

  7. Dan 13/02/2014 às 15:59 #

    Judeus são todos Mishignes!!!!

    • Gabriela Marques 24/02/2014 às 15:20 #

      Oi Dan;
      Esqueci de usar essa palavra no texto! Eu ouço bastante!
      No fundo somos todos, não? ;)
      Beijos

  8. Sara Liba Korn 13/02/2014 às 18:53 #

    Adorei o seu texto,Gabriela vulgo “Goytchman”.
    Muito divertido e bem dentro do nosso contexto.
    Tudo o que vc falou é verdade.
    O mais importante em tudo isso são os nossos valores familiares, que fazemos questão de preservar e passar para a frente.
    Acho que vc realmente vai se converter um dia…
    Bjs,
    Sara Liba Korn

    • Gabriela Marques 24/02/2014 às 15:19 #

      Oi Sara;
      Obrigada pelas palavras! Fico feliz que tenha gostado.
      E realmente o que mais admiro são esses valores familiares.
      Quem sabe um dia eu me converto, muita gente me diz isso. Vai saber…
      Beijos

  9. Frida 13/02/2014 às 23:23 #

    Não é fácil assim ser judeu: é antes de tudo aprender a ter uma “idishe kop”.

    • Gabriela Marques 24/02/2014 às 15:18 #

      Oi Frida;
      Imagino que não seja mesmo.
      Já vi que existe um livro chamado “Idishe Kop” e me interessei bastante.
      Beijos

  10. Selma Fuks Benchimol 14/02/2014 às 13:53 #

    Belo texto,escrito com argúcia e muita percepção sobre o assunto. obs: Faço anos dia 25 de dezembro.bjs

    • Gabriela Marques 24/02/2014 às 15:16 #

      Oi Selma;
      Obrigada pelas palavras!
      Beijos

  11. Neide Caldini 14/02/2014 às 18:34 #

    Adorei seu texto – Sou uma Goy quase judia. 90% dos meus amigos são Judeus adoro as tradições acho o Shabad uma cerimonia linda e tive a oportunidade de assitir muitas vezes na Sinagoga. Shabat Shalom. a todos. Neide Caldini

    • Gabriela Marques 24/02/2014 às 15:13 #

      Oi Neide;
      Somos bem aprecidas então!
      Obrigada pelo comentário.
      Beijos

  12. Yara Mylene Ures 17/02/2014 às 10:09 #

    Parabéns Gabriela, pela sua sensibilidade e humor. Apesar de ter nascido de pais judeus, acho que aprendi mais me deliciando entre as linhas de seu texto do que sempre. Gostei tanto que agora quero ler tudo que vc escreve.
    Bjo no coração

    • Gabriela Marques 24/02/2014 às 15:10 #

      Oi Yara;
      Que delicia de palavras. Muito obrigada!
      Espero que tenha gostado dos outros textos.
      Beijos no seu coração também!

  13. Bob 17/02/2014 às 13:48 #

    to na aba sou goy

    • Gabriela Marques 24/02/2014 às 15:09 #

      Ta na aba de quem? Hahaha.

  14. Moysés Nínio 21/02/2014 às 11:17 #

    Você construiu, uma imagem resumida e bem significativa do comportamento judaico, que infelizmente vem se perdendo ao longo dos anos e após algumas gerações que vão se distanciando desta imagem que você projetou muito bem. De minha parte, procuro passar para meus alunos essa noção de comportamento judaico, especialmente para aqueles que desconhecem ou resolvem se converter.

    • Gabriela Marques 24/02/2014 às 15:09 #

      Oi Moyses,
      Que bom que achou isso do texto. Foi o que tentei passar.
      E espero que consiga fazer isso para seus alunos.
      Beijos

      • Carol 01/02/2016 às 23:10 #

        Oi, vou me casar com um Judeu, (já moro com e ele e super entendi o testo) alguma dica de algum rabino para conversão?

        Obrigada.

      • Gabriela Marques 25/02/2016 às 18:00 #

        Oi Carol;
        Que legal!
        De bate pronto não sei te indicar alguém mas sugiro que vá na CIP para poder se informar melhor sobre a conversão e daí você já ve com quem pode fazer.
        Boa sorte!
        Beijos

    • Carol 01/02/2016 às 23:13 #

      Oi, vou me casar com um Judeu, você falou sobre alunos.

      Você faz a conversão?

      Obrigada.

  15. betty habelak 21/02/2014 às 12:43 #

    Meus respeitos a voce Gabriela.lindo texto, amei le-lo, voce e uma criatura de grande sencibilidade.
    Eu sou judia, pertenco a esse povo maravilhoso, que causa muita polemica no mundo ate o dia de hoje, nao sei porque, sempre me pergunto, porem sem resposta. O mundo e ingrato. Quero dizer tambem que sou sionista. Um dia o nosso representate do Brasil na ONU votou a favor de que sionismo e uma forma de racismo. Quero dizer aos menos esclarecidos de que sionismo e uma forma de patriotismo. Me orgulho de ser judia e tambem me orgulho de pertencer a esse povo maravilhoso escolhido por D’.

    • Gabriela Marques 24/02/2014 às 15:07 #

      Oi Betty;
      Obrigada pelo comentário! Adorei o que disse.
      E entendo muito o seu orgulho, eu também teria.
      Beijo grande

  16. Gladis Krimberg 25/02/2014 às 20:38 #

    Texto maravilhoso para quem é ou não judia. Muito inteligente e cheio de humor judaico!

    • Gabriela Marques 26/02/2014 às 18:31 #

      Oi Gladis;
      Muito obrigada pelo comentário e carinho.
      Beijo grande

  17. Mozara Tabasnik 22/03/2014 às 10:37 #

    Oi! Nasci em uma família judaico cristã. Pai e Mãe que foram grande exemplo de respeito pelas crenças de cada um. Mais do que isso, a ética sempre foi o valor maior. Disso tudo, resultou minha admiração e identificação pelo Judaismo,
    Ah! O Natal na casa dos meus pais era de muita alegria quando meus primos Tabasnik, podiam estar presentes. ADORO ELES!

    • Gabriela Marques 03/04/2014 às 15:39 #

      Oi Mozara, tudo bem?
      Que bacana! E concordo que a ética deve ser um dos maiores valores mesmo.
      O Natal na minha casa também é uma delicia.
      Beijos

  18. Denise Kusminsky 23/03/2014 às 12:25 #

    Seja muito bem-vinda entre nós…vc ja percebeu o “espírito da coisa”…
    Minha avó materna Clara,me dizia que em primeiro lugar a pessoa tem que ser “Mentsch”,que quer dizer “ser boa gente”…depois vem as raças,credos,etc…se toda a humanidade pensasse assim,nào teríamos tantos conflitos religiosos …adorei seu texto,muito bem escrito,vc é “Mentsch”!!!!

    • Gabriela Marques 03/04/2014 às 15:42 #

      Olá Denise, tudo bem?
      Obrigada pelo comentário e pelas boas vindas.
      Concordo com você, antes de qualquer coisa, a pessoa tem que ser “mentsch” (gostei dessa nova palavra!).
      Obrigada pelos elogios!
      Volte sempre aqui.
      Beijos

  19. Esther 30/03/2014 às 18:45 #

    Shalom Gabriela! encontrei seu blog através do insta da paulinha tawil.Logo de cara me identifiquei,pois me encontro em uma situação bem semelhante a sua.A cinco anos atrás tive a oportunidade de conhecer melhor o Judaísmo,me apaixonei e a partir de então passei a me considerar judia.Inclusive estou em busca de me converter.Eu sempre digo que sem o judaísmo minha vida não teria o menor sentido,ainda mais porque na época que eu o conheci melhor eu estava passando por muitos conflitos…Você não imagina o quanto fico feliz por encontrar o seu blog,e saber que não sou a única “judia/goy”.E ah,vâ sim se converter,tenho certeza de que sua vida vai mudar muito para melhor após a sua conversão.
    Beijos…e pode me chamar pelo nome judaico que escolhi: Esther.

    • Gabriela Marques 03/04/2014 às 16:01 #

      Oi Esther, tudo bem?
      Que incrivel seu relato, adorei.
      Bom saber que tem pessoas com essa mesma admiração.
      Quanto a conversão, é um assunto delicado, mas quem sabe um dia né?!
      Obrigada por dividir sua história aqui.
      Beijos

  20. neustadt 06/06/2014 às 12:37 #

    adorei eu sou uma dei religiao judaica aos meus filhos

    • Gabriela Marques 20/06/2014 às 13:49 #

      Oi Eliza;
      Que bom que gostou do texto.
      Obrigada pelo comentario.
      Beijo

  21. euzinha 18/06/2014 às 20:20 #

    Olá, Gabriela.

    Como você convive com judeus, talvez possa me responder esta pergunta.

    Você acha que uma garota que não é mais virgem, e se converteu ao judaísmo, tem chances de se casar com um judeu ( não-ortodoxo)? É que segundo eu saiba eles só se casam com moças virgens.

    Obrigada.

    • Gabriela Marques 20/06/2014 às 13:52 #

      Olá, tudo bem?
      Nossa, que pergunta difícil… não sei te responder, mas olha, sei que muitos homens (judeus ou não), fazem questão de casar com mulheres virgens (vai entender né?!), mas eu te garanto que muitos judeus que eu conheço, não casaram com moças virgens, não! hahaha.

  22. Gabizeldas2 04/08/2014 às 16:06 #

    Eu sempre admirei muito os judeus.Sempre quis ser uma mas também tenho que conviver com essa dor de não poder ser tal… É muito interessante saber que existe outras pessoas que pensam como eu! Já estou de amando só por causa desse texto! Vou ler mais para te amar mais também ….. rs

    • Gabriela Marques 10/08/2014 às 16:54 #

      Ola, tudo bem?
      Que legal saber dessa sua admiração. Não precisa conviver com a dor de não poder ser, pode se converter, hehe.
      Espero que goste dos outros textos também,
      Depois me conta!
      Beijos

  23. Rayssa Goytchman 31/08/2014 às 02:51 #

    Oi, estou em conversão, e sempre que me perguntam qual a minha religião eu digo que sou judia, pq não quero ter q explicar tudo pra pessoa, a menos q ela me pergunte. como ainda não formalizei a conversão, vc acha q eu vivo numa mentira? bjs
    ps. copiei o sobrenome hehe

    • Gabriela Marques 29/09/2014 às 16:44 #

      Oi Rayssa, tudo bem?
      Se eu fosse você explicaria sua conversão, mas se você se sentir incomodada com isso, responda que é judia. Afinal é o que você será em pouco tempo, né?
      Adorei sua decisão! Boa sorte.
      Beijos

  24. Hilton Besnos 09/09/2014 às 07:49 #

    Oi, Gabriela. FELIZMENTE seu texto caiu no meu facebook, para o qual já está convidada. Meu nome é Hilton Vanderlei Besnos, sou judeu, concordo plenamente com o que você escreveu e vi, sim, humor judaico nele, algo que, como você tão bem sabe, é deliciosamente sutil. Parabéns! Por favor, me convide no facebook. Juro que aceito!

    • Gabriela Marques 29/09/2014 às 16:45 #

      Oi Hilton;
      Que delicia de comentário. Muito obrigada pelas palavras e que bom que gostou do texto,
      Beijos

  25. bruna 30/10/2014 às 10:43 #

    esse ano tive uma experiencia de me apaixonar por uma judia, aparentemente ser reciproco, mas os amigos aparentemente nao concordaram muito e de um minuto pro outro a menina nao me quis mais. dai fiquei de inicio com raiva, mas depois curiosa com essa cultura. seu post me ajudou a entender certas coisas…

    • Gabriela Marques 30/10/2014 às 10:54 #

      Oi Bruna;
      Sinto muito pelo que aconteceu, mas pode ter sido por outro motivo o sumiço… melhor tentar entender.
      De qualquer forma, que bom que meu post te ajudou de alguma forma.
      Beijos

      • bruna 30/10/2014 às 10:59 #

        o problema foi que nao teve muito oq entender rs e nao foi aqui no brasil, entao o fato de eu ser brasileira pode ter pesado… mas qdo eu digo q foi de um minuto pro outro, foi mesmo kkk entao acho q foi algo q as amigas falaram… paciencia! bjos

  26. Nicole 07/01/2015 às 17:29 #

    Adoreiiii o texto!!!! Muito bem escrito, parabens!!!! Beijos

    • Gabriela Marques 09/02/2015 às 16:32 #

      Obrigada Nicole :)
      Beijos

  27. Sandra 07/02/2015 às 22:50 #

    Você tem um e-mail?
    Quero fazer uma pergunta.
    Sobre o que escreveu sobre Judeus
    Obrigada

  28. Taiane Melo 05/04/2015 às 00:53 #

    É verdade que a religião judaica não aceita mães solteira? E eu gostaria muito de sabe um pouco mas estou estudando livros e costumes judeos sinto desejo enorme no meu coração de me torna judia pois acredito que eles vivem corretamente uma vida com Deus.

    • Gabriela Marques 27/04/2015 às 10:36 #

      Olá Tatiane;
      Não sei te dizer, mas acredito que não. Pelo que vejo na minha convivência com eles, nunca ouvi isso.
      Beijos

  29. raisa dayan 06/06/2015 às 21:07 #

    Como faço pra adotar um judeu no final do ano….gostei da idéia. ..
    bjos ysa

    • Gabriela Marques 08/06/2015 às 19:38 #

      Oi Raisa;
      Hahaha é só vc convidar!
      Eu sempre convido um monte no Natal, eles adoram e sempre comparecem ;)
      Beijos

    • Gabriela Marques 20/08/2015 às 20:51 #

      Oi Raisa;
      É só convidar algum amigo judeu. Tenho certeza que eles topam.
      Até porque, eles não tem onde jantar nessa noite, todos os restaurantes estão fechados! hhaha.
      Beijos

  30. filipe craveiro 25/11/2015 às 08:00 #

    Oi Gabriela, bom dia. Ocasionalmente entrei no seu blogue e li o seu texto que achei interessante, de louvar e divertido. Eu, para já me apresento: Sou português, sou judeu conservador. Gostaria de lhe fazer uma pergunta para desfazer a minha curiosidade: Não sendo você judia porque é que seus pais a encaminharam para as tradições judaicas? Ainda Gabriela, (nome bonito e será cravo e canela? Do grande Jorge Amado), uma duvida me fica na mente, sobre a ideia de adotar um judeu na noite de natal, só mesmo pelo jantar, né!??
    Ao seu dispor, sempre
    Shalom

    • Gabriela Marques 25/11/2015 às 11:39 #

      Olá Filipe, tudo bem?
      Que legal saber que o blog chegou em Portugal!
      Sobre sua pergunta, na realidade meus pais não me encaminharam para as tradições judaicas, mas como eles tem muitos amigos judeus e eu cresci com os filhos deles, acabei sempre convivendo nesse meio e me interessei. Meus pais gostam muito da religião também e convivem com muitos judeus no dia a dia e no trabalho.
      Sim, o Gabriela vem da Gabriela Cravo e Canela, exatamente!
      E quanto ao Natal, é só para que eles passem essa data com a gente e jantem uma comida maravilhosa! Na minha família não tem nenhuma questão muito religiosa no Natal, apenas reunimos a família para celebrar o ano que passou e essa data que é especial por si só.
      Beijos

  31. Rosane 28/02/2016 às 13:30 #

    Olá, Gabriela. Adorei o texto! Trouxe várias memórias dos meus avós, que falavam ídiche quando não queriam que as crianças entendessem, e da minha época de escola. Sou judia e casada com um goy. A relação é de incrível respeito. Ele admira a nossa história e tradições e me acompanha em algumas das comemorações judaicas. A comunidade judaica da minha cidade é pequena, mas nos reunimos nessas ocasiões comemorativas e meus amigos judeus fazem questão da presença do meu marido. Acredito que só quem tem a experiência de conviver com judeus consegue entender que somos pessoas como quaisquer outras, apenas com uma religião diferente. Infelizmente, ainda há muito preconceito proveniente do desconhecimento. Mas, com publicações como a sua, mais pessoas são atingidas de forma leve e divertida. Parabéns!

    • Gabriela Marques 13/10/2016 às 11:06 #

      Olá Rosane;
      Que bom ler seu comentário. Que legal que seu marido acompanha tudo. Só assim as pessoas vão aprender a respeitar as diferenças, aprendendo e acompanhando de perto.
      Obrigada pelos elogios.
      Beijo grande.

  32. Marcela M. B. 10/04/2016 às 18:41 #

    Gaby, que texto delicioso, esclarecedor, divertido e cheio sensibilidade. Não convivi com os judeus desde a infância como foi seu caso, mas os conheci na adolescência e minha admiração e paixão por essa cultura/religião começou. Nem sei explicar o porque como vc o fez tão bem, mas o judaísmo tem um encanto, tradições que me deixam curiosa. Há muitos anos admiro e respeito essa cultura. É apaixonante. Uma curiosidade, judeu se casa com goy? Li nos comentários algo sobre ser difícil a aceitação pela comunidade, uma pena. Muitos goys admiradoras e admiradores não se aproximam tanto por medo da rejeição. Viciei no seu blog!! Bjos!

    • Gabriela Marques 13/10/2016 às 11:09 #

      Oi Marcela;
      Que delicia de elogios. Muito obrigada!
      Realmente é uma religião encantadora, cada vez tenho mais certeza disso.
      Sobre sua dúvida, sim, em alguns casos sim. Meu namorado é judeu, então espero que meu caso seja mais um! Hahaha.
      As vezes a pessoa se converte e as vezes não, depende muito do que combinaram, da família em questão e tudo mais. Mas eu tenho diversos exemplos próximos a mim, de judeus que casaram com goys.
      Beijos

  33. ANA REVOREDO 13/10/2016 às 11:02 #

    Olá Gabi, lindo esse seu texto, parabéns! Me identifiquei totalmente! Isso porque conheci, há alguns anos, uma família de judeus e, a cada momento com eles, ganham mais espaço no meu coração. Impossível não amá-los! A essência é muito nobre! E como fazem diferença na humanidade, com a sede intrínseca por conhecimento. O pai da família, Luciano, é o amor da minha vida, agora sei. Está de partida para Israel. Meu coração vai junto, claro. Mas amor que é amor, deixa livre, quer o bem. E se for bom pra ele, será também para mim! Espaço e tempo são detalhes. Fica a admiração, o amor, o sempre vou te amar!

    • Gabriela Marques 13/10/2016 às 11:10 #

      Oi Ana! Obrigada pelo elogio.
      Que linda a sua história. Que bacana que ele foi pra Israel. É um dos lugares mais especiais que já conheci. Torço para que tudo dê certo com você e se possível que você também vá pra lá atrás do seu grande amor.
      Beijos

      • ANA REVOREDO 13/10/2016 às 11:50 #

        Ele ainda não partiu, mas já estou sentindo as dores. Esqueci de dizer que ele é divorciado há muitos anos e criou os três filhos, que ainda eram bem novinhos, só. Por isso sacrificou sua vida pessoal. Se esmerou em formar ambos nos melhores colégios particulares. Admirável. Desde que nos vimos pela primeira vez, sentimos algo especial, era como se eu já o conhecesse. Senti que são parte de mim. Por obra do destino, seguimos rumos diferentes, mas nunca perdemos o contato e sempre que nos falamos, a chama está lá, ardente e intacta. A vida conta dessas histórias. Não quero entender. Só receber o presente de amar tão profundamente e ser grata! Obrigada pela resposta! Continue nos presenteando com essas maravilhas da sua alma! Beijos…

  34. Jorge 22/03/2017 às 20:35 #

    Excelente texto. Por quê vc ainda não se converteu?

    • Gabriela Marques 28/03/2017 às 19:54 #

      Oi Jorge;
      Obrigada pelo comentário.
      Estou em processo de iniciar isso, vamos ver se isso acontece em breve :)

  35. Miria Sacramento 29/04/2017 às 13:41 #

    Sou apaixonada por Judeus,espero me aprofundar mais sobre a religião.

    • Gabriela Marques 16/05/2017 às 10:08 #

      Apoio muito você ir se aprofundar no tema! Acredito que irá se apaixonar ainda mais. ;)

  36. Cristiano (@paulistano81) 15/05/2017 às 18:04 #

    Mais um idólatra dos assassinos de Jesus Cristo? Deve ser uma crentelha de uma dessas milhões de seitas pentecas de influência estadunidense. Seitas nas quais misturam o farísaísmo judeu, islamismo e gnose humanista.

    • Gabriela Marques 16/05/2017 às 10:09 #

      Cristiano, comentários e pensamentos como esse só me fazem lamentar e ter pena.

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  1. Os judeus, por uma goy quase judia – ÁGORA - 03/01/2017

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