Inferno astral pré 30.

8 dez

neurose

Hoje, 8 de dezembro de 2014, começa uma fase muito difícil pra mim. Acho que o pior inferno astral da minha vida. O inferno astral que precede meu aniversário de trinta anos. (Já quase comecei a chorar só de escrever isso, tô emotiva). Essa sempre foi uma época tão feliz… as 3 melhores semanas do ano: Natal, Reveillon, Aniversário. Assim, um seguidinho do outro. Não sei o que está acontecendo comigo,  sempre fui tão bem resolvida com tudo… mas a chegada dos meus 30 ANOS (nunca vou falar isso sem ter um peso), tem me deixado meio mal, meio deprê mesmo. Sei lá, passou tudo tão rápido. Ontem mesmo eu tinha 20 anos e ter 30 era tão, mas tão distante que eu nem pensava nisso. Eu imaginava tudo TÃO diferente quando chegasse aos 30… Essa despedida dos 20 está me pegando de um jeito que não esperava.

Os 20 especificamente foram incríveis, inesquecíveis. Foi uma década realmente especial. Foi a década de acabar a faculdade e curtir loucamente os últimos anos. Foi a década dos estágios, das promoções e conquistas profissionais. Também a década de ser muito feliz e quebrar a cara incansavelmente.  A década de grandes amores eternos que acabaram, e de amores totalmente improváveis que espero que sejam eternos. Foi a década em que quase todas as minhas melhores amigas se casaram. Foi a década de poucas perdas, de muita saúde, minha, da minha família e das pessoas que eu amo, graças a Deus. De grandes descobertas de todos os tipos, de viagens inesquecíveis, de conquistas maravilhosas e mudanças eternas. Foi bom demais. Mas, daí chegam os 30. Os malditos 30. Quando a gente deixa de “inte” e poucos pra ter “inta” e muitos.

Sim, eu já ouvi dizer que a vida começa aos 30. E que os 30 são os novos 20. Mas pra mim isso é tudo desculpa de gente velha querendo ser jovem. Sabe vovô garoto? Tipo isso. Me parece que os 30 vem lotado de crise existencial, de relógio biológico apitando, de rugas, cabelo branco, dúvidas e dívidas. Posso estar sendo pessimista (sim, estou,  me deixa, vou virar trintona e tô deprimida), mas ao que tudo indica, até cientificamente, estou no limiar de alguma coisa grave e esquisita que vem por aí. Me parece um pouco a crise do quarto de vida ou crise de meia idade, chamem como quiser. Acho que é uma idade que provoca (de maneira bem intensa) um desejo de mudança, de encontrar um plano de fuga da situação atual, de reconstruir a vida, uma coisa meio maluca.

Maaass, vendo pelo lado positivo (essa maturidade dos quase 30 estão me fazendo uma pessoa evoluída, veja só), ouvi dizer coisas boas também. Por exemplo que aos 30 anos as mulheres atingem o ápice sexual. Li recentemente que as mulheres com 30 anos têm mais motivação sexual, mais fantasias e portanto mais transas. Ó que boa notícia. Me aguarde ano que vem. Li que é o auge da confiança sexual e auto estima. Isso aí me pareceu interessante.

Li também que aos 30 nossa personalidade tende a se estabilizar. Que até então nossa personalidade evolui e muda bastante mas que finalmente aos 30 se estabiliza com a emergência da vida adulta. Isso nos torna pessoas mais coerentes e decididas aparentemente. Li que nessa idade você passa da reta à curva. Da quantidade à qualidade. E que cientificamente as pessoas são mais felizes nessa época. Mas, de novo, tendo a achar que esse tipo de informação é desculpa pra quem já chegou nessa desgraça de 30 anos e quer se sentir melhor.

E essa sou eu sendo bipolar porque achei bom e ruim num mesmo parágrafo. Tô falando que essa coisa de fazer 30 anos enlouquece?!

Então dentre todas essas loucuras que venho pensando para superar esse momento difícil que se aproxima, vou tentar focar em algo que li recentemente num texto sobre o assunto. Me parece que com isso vou aceitar melhor essa tortura que se aproxima.

“Na verdade, fazer 30 anos não é para qualquer um. Fazer 30 anos é, de repente, descobrir-se no tempo. Antes, vive-se no espaço. Viver no espaço é mais fácil e deslizante. É mais corporal e objetivo. Pode-se patinar e esquiar amplamente. Fazer 30 anos é mais do que chegar ao primeiro grande patamar. É mais que poder olhar pra trás. Chegar aos 30 é hora de se abismar. Por isto é necessário ter asas, e sobre o abismo voar.”  Só espero que esse voar não me traga dor nas costas. Sei lá, agora que virei meio idosa. Que seja assim então. Vem 30, tô te esperando. (Lágrimas e um shot de vodka).

 

 

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3 Respostas to “Inferno astral pré 30.”

  1. Ana Bock 08/12/2014 às 22:24 #

    Gabi vem tranquila que os 30 são muito bons….

    • Gabriela Marques 06/01/2015 às 19:36 #

      Que Deus te ouça Ana! Estou simplesmente desesperada!!
      Depois te conto como foi… haha.
      Beijos

Trackbacks/Pingbacks

  1. Manias que adquiri (depois de velha) com o tempo. | smile, wait. - 06/11/2017

    […] já me referi aqui ao certo receio que eu tinha de chegar aos 30 anos. Eu dei uma boa exagerada (como sempre e como em […]

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