Arquivo | agosto, 2016

Vamos falar do snapchat?

8 ago

snap

Estou há tempos pra escrever sobre esse assunto, e agora com o lançamento do “stories” (que é uma versão pobrinha do snapchat) , achei que seria uma boa hora.

Eu bem me lembro que quando o Snapchat surgiu, uns 4 anos atrás e sua principal função era permitir que as pessoas se mandassem nudes sem correr o risco de terem suas fotos de peitinhos espalhadas pela web depois de algum traumático fim de relação. Era batata: tem snapchat – tá trocando softporn por ai.

Eu sei, eu sei… não era só isso. Você podia mandar uma foto ou video bacana para seus amigos e aquilo só faria sentido por um breve instante. E logo que sua graça acabasse, também acabava o tempo de duração daquele post. Até que legalzinho. Mas antes que ficasse obsoleto, numa manobra brilhante, a rede que parecia quase que sem propósito, voltou com tudo. Com esse perfil de video documentário da vida privada. Mesmo que eu ainda não entenda muito o por que das pessoas fazerem daquilo um diário pessoal, mostrando 24 horas por dia o que elas fazem das suas (aparentemente) tão interessantes vidas. Mas que o negócio é genial, não dá pra negar.

Ainda não sou muito viciada, mas vejo bastante. Acho que fiz uma vez na vida num show, então essa história de fazer snaps  não me pegou não. Mas eu aprendi a acompanhar as pessoas. Muitas pessoas. E aí meus amigos, foi criada uma surra de julgamentos nessa minha cabecinha aqui que vocês não imaginam. Eu julgo viu?! Mas julgo tanto que me divirto comigo mesma. E nesses meus julgamentos malucos eu criei algumas categorias de snapchats que vou dividir aqui pra ver se faz algum sentido (na minha mente faz todo).

Categoria “meu sonho é ser sua amiga”:  tem umas pessoas que são incríveis, engraçadas, alto astral e muito verdadeiras. Eu realmente queria ser amiga delas. De verdade, fico imaginando eu ligando pra pessoa no meio do dia. Um beijo pra Thay e pra Mica Rocha.

Categoria “quem paga as suas contas?”: por que né… tem um pessoal aí que não gosta de trabalhar não. Mas gastar sabem como ninguém. Sério, quem paga seu condomínio, IPTU, IPVA? Pede para pagarem o meu também!

Categoria “eu daria uma parte (útil) do meu corpo para ser você”: são aquelas pessoas que te dão inveja, simples assim. São pessoas que têm uma vida perfeita, uma família perfeita, trabalham com o que amam, treinam felizes da vida, são lindas, acordam 05 da manhã por opção, são bem casadas, podres de rica, passam metade do ano viajando de primeira classe e não se importam com o valor do euro. Sim, eu morro de inveja de vocês, assumo.

Categoria “mereço o oscar” : aquela galera que finge tão bem, sabe? A pessoa está odiando estar no lugar, odiando as pessoas, mas insiste em fazer snap falando que “tá tudo mara”. É meio humilhante ver que o programa tá uma bosta mas a pessoa está se esforçando tanto pra mostrar o contrário. Da uma dozinha… mas é tão legal de assistir.

Categoria “miga, para que ta feio”: aquelas que se filmam 24 horas por dia como se alguém se importasse. Amiga, numa boa, nenhuma vida assim é tão interessante pra você ficar se filmando o dia inteiro, passo a passo que dá e ficar falando pra tela do celular. Isso é meio doença, numa boa. Vai tratar.

Categoria “tô de férias, lidem com isso”: snaps das pessoas que estão viajando sempre me interessam. É aquela coisa de antigamente de marcar pra ir na casa da pessoa ver o álbum de viagem (que nunca acontecia) mas aqui é real time. Amo esses e amo viajar com a pessoa.

Categoria fofurices de bebês e cachorros: amo muito. Sou viciada nessas duas coisas, então sim, podem exagerar, mamies, podem achar seus bebês os mais lindos e incríveis do mundo. Eu assisto, e amo. É muito fofo ver eles se desenvolvendo e crescendo… aflora muito meu lado Felicia dos cachorros e crianças. <3

Categoria “amo odiar”: sim, isso é doentio, mas eu sigo algumas pessoas simplesmente pelo fato de que eu amo odiá-las. Elas me irritam em tudo, no jeito que falam, no jeito que são forçadas, no jeito que querem parecer uma coisa que não são, na forma como vendem suas vidas como perfeitas. Nessa categoria, o que eu mais odeio são as pessoas que insistem em falar como suas vidas são corridas e como estão sempre cheia de compromissos, compromissos esses: manicure, drenagem, seguido de pilates, dermatologista, tratamentos estéticos, seguido de café com as amigas, e jantar em restaurante que custa meu salário. E no final do dia estão exaustas. Sério, essas eu odeio muito, quero socar a carinha exausta delas.

Categoria “doentes dos filtros”: não entendo essa onda dos filtros. juro. Aquele que muda seu rosto com o de outra pessoa é bem genial, e os que te deixam esquisita e torta também. Mas os de animais e as flores e aqueles outros negócios lá, não entendo mesmo qual a graça.

Categoria “precisam te descobrir urgente”: tem gente que é tão boa nisso que não é possível que não estejam ganhando dinheiro com esse negocio. Sério, alguém precisa descobrir essas pessoas!

Depois das categorias eu gostaria de relatar aqui algumas regras básicas de etiqueta no snapchat:

– Quando estivermos conversando, não saque seu celular e enfie na minha cara falando “Dá oi pro snaaaaaaaapppiiiii”. Dá muito bode, sério.

– Não filme os coleguinhas sem avisá-los.

– Pelo amor de Deus, não faça snaps de reuniões de trabalho. É trabalho, lembra?

– Não poste fotos de 10 segundos. O snap te deu o maravilhoso poder de controlar o tempo! Use-o com inteligência.

– METADINHA – tá aí uma coisa que acho engraçada. Você quer aparecer mas está com vergonha, então mostra só metade de você? É isso?

E por fim, se você não for alguém famoso, não fale como se estivesse se dirigindo ao seu mar de fãs. Dá muita vergonha alheia.